O Carnaval são dois dias (ou 24 filmes)

  

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As contas são simples: 48 horas a dividir por uma média de 120 minutos por película. Há tempo e razões para ir ao cinema em fevereiro. Fica a conhecer algumas delas.

A Forma da Água
Estreia: 1 de fevereiro
Realizador: Guillermo del Toro
Os críticos têm descrito “A Forma da Água” (The Shape of Water) como uma “de história de amor incomum”. Elisa (Sally Hawkins) trabalha num laboratório que mantém em cativeiro uma criatura aquática que é em parte homem e em parte anfíbio. A narrativa une estas duas personagens, levando-as a procurar a liberdade. Recordista de nomeações para os Oscares (13), A Forma da Água Inspira-se em clássicos como “A Criatura da Lagoa Negra”. O realizador Guillermo del Toro conseguiu fazer um filme, garante a revista The Atlantic, onde os protagonistas possuem uma “humanidade profundamente irresistível – independentemente da espécie”.

A Linha Fantasma
Estreia: 1 de fevereiro
Realização: Paul Thomas Anderson
Independentemente do que se venha a dizer ou escrever, “A Linha Fantasma” deverá ficar para a História como o último filme de Daniel Day-Lewis. O ator britânico, vencedor de três Óscares de melhor ator principal, anunciou, no verão passado, que deixaria de representar. A sua última performance, como habitualmente, de resto, tem sido alvo de rasgados elogios – um designer de moda de meia idade que encontra a sua musa num café de uma pequena cidade. O resultado final, escreve a revista The New Yorker, é uma “uma furiosa fusão da arte e do amor”.

Bilal: A Lenda
Estreia: 8 de fevereiro
Realização: Khurram H. Alavi e Ayman Jamal
Três anos depois, esta película de animação oriunda da Arábia Saudita, chegará agora às telas nacionais. O filme agrega as histórias de vários heróis da Península Arábica, nomeadamente a de Bilal ibn Rabah – um escravo conhecido pela beleza da sua voz que se torna companheiro de Maomé. A revista Variety elogia o filme como “uma obra de arte de topo com uma história que prega os aspetos inclusivos e não-discriminatórios da fé muçulmana”. A mensagem, acrescenta a Hollywood Reporter, “é contra a violência e a vingança, promovedo a igualdade racial e social”.

Beuys
Realização: Andres Veiel
Estreia: 8 de fevereiro
Joseph Beuys (1921 – 1986) não era um artista fácil de compreender. O alemão era conhecido pelas suas performances e instalações desafiantes – como, por exemplo, ficar fechado com um coiote, durante três dias, numa sala. O documentário de Andres Veiel pretende, explica o New York Times, “enfatizar a consciência social da sua arte”, contextualizando as obras. Para tal, recorre a imagens de arquivo e entrevistas.

A Morte de Estaline
Estreia: 15 de fevereiro
Realização: Armando Iannucci
Armando Iannucci habituou-nos a sátiras políticas. A mais recente criação do britânico passa do Reino Unido (The Thick of It) e dos Estados Unidos da América (Veepi) para a Rússia. Especificamente, para 1953, no período que sucede, como indica o título, à morte de Estaline. O filme retrata a luta pelo poder entre algumas das principais figuras na sucessão, baseando-se na banda desenhada de Fabien Nury e Thierry Robin e fazendo uma “adaptação vagamente baseada em factos reais”. O resultado final, conta o New York Post, é uma “deliciosa comédia negra”.

The Florida Project
Estreia: 15 de fevereiro
Realização: Sean Baker
A protagonista de The Florida Project tem apenas seis anos de idade, com a história a passar-se nas suas férias de verão. As aventuras imaginativas de Mooree e do seu grupo de amigos, neste período, contrastam com as dificuldades vividas pelos adultos. O jovem realizador, Sean Baker, já tinha criado impacto com o seu Tangerine (2015) – filmado exclusivamente com um iphone 5S. Agora, conta o The Guardian, “criou uma história que é absolutamente absorvente”, demonstrando “o dom de conseguir ver as coisas da perspetiva de uma criança”.