Motivar alunos com tablets de chocolate

  

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Na Escola Básica e Secundária de Gama Barros, no Cacém, um projeto procura mostrar que os dispositivos móveis e aplicações “também servem para aprender”. A iniciativa “Tablets de Chocolate” procura complementar a aprendizagem dos currículos, através da exploração destas tecnologias.

O nome “Tablets de Chocolate” deve-se a “uma associação feliz”, destaca a professora bibliotecária responsável da EBS de Gama Barros. “No primeiro ano do projeto, constatámos que o chocolate poderia agregar conhecimentos de várias áreas”, recorda.

Como tal, nesse primeiro ano, os alunos puderam utilizar tablets para explorar temas ligados a várias disciplinas – das condições dos trabalhadores das plantações de cacau, em História, à constituição da flor do cacoeiro, em Ciências Naturais, passando pelo desenho das plantas, em Educação Visual.

Desde então, o âmbito do projeto ultrapassou a ligação ao mundo do chocolate, incorporando novas temáticas. Contudo, de acordo com Filomena Lima, este primeiro exemplo mostra duas das suas principais valências. Por um lado, o aprofundamento das temáticas presentes nos currículos das disciplinas. Por outro, o enfoque na transversalidade.

“Procuramos rentabilizar a utilização informal do tablet – normalmente associada a jogos – mantendo a vertente lúdica, mas associando a tecnologia ao currículo das disciplinas”, explica. Por outro lado, este papel mais ativo, reforça, acaba “por complementar a vertente expostiva do ensino”, procurando “aumentar os níveis de motivação”.

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Neste trabalho, são normalmente escolhidos alguns dos temas inerentes a uma matéria e selecionadas aplicações que tenha pontos de contacto. Programas de edição de texto, dicionários online, processadores de texto ou software para produção de ebooks são alguns dos exemplos.

As tarefas concluídas nos exercícios procuram “estimular uma utilização mais ativa” da tecnologia, explica Filomena Lima, permitindo “perceber que as aplicações não servem apenas para clicar em botões – servem também para aprender”.

Durante os seis anos de atividade do projeto, o contexto tecnológico alterou-se, recorda a professora. Hoje, mais alunos têm acesso a tablets e dispositivos móveis. Por essa razão, o objetivo centrou-se na formação “para a utilização sustentável destas tecnologias”. De igual forma, esta mudança rápida do contexto, “obriga a atualização tecnológica e a investimento”, acrescenta, concluindo: “para que o nosso trabalho acompanhe a evolução dos tempos”.