Graças às explicações do professor José Monteiro, docente da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB), para os participantes desta academia organizada pela Forum Estudante e a Adene já não restam grandes segredos sobre as características e as potencialidades dos biocombustíveis. No último dia do programa, logo pela manhã, os 50 jovens tiveram uma aula em laboratório sobre estes combustíveis de origem biológica não fóssil, considerados uma fonte de energia alternativa, por serem de caráter renovável e apresentarem baixos índices de emissão de poluentes.

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Também a tarde foi ocupada com assuntos sérios, a propósito do Bootcamp – Pobreza Energética, um desafio da Adene. Em Portugal não há ainda uma definição certa para esta realidade social mas a verdade é que ela tem impacto no nosso bem-estar, saúde (mental também), mortalidade, aproveitamento escolar, rendimento profissional e isolamento social. Isto porque 23,8% da população não consegue manter a casa quente (somos o 5º pior país da União Europeia neste aspeto), enquanto 28,1% queixa-se de infiltrações e humidade nos seus lares (aqui somos mesmo os primeiros do ranking). Mais: 35,7% não consegue ter a sua casa confortavelmente arrefecida no verão e 7,8% tem contas de água, luz e gás em atraso.

Foi em torno desta problemática que, divididos por grupos, estes rapazes e raparigas foram incentivados a pensar em soluções inovadoras, exequíveis e que pudessem ser replicadas em várias comunidades/países, uma vez que o desafio tinha uma dimensão local e nacional.

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«Gostei imenso de vos ver a trabalhar, da vossa energia e dedicação. Tiveram ideias muito boas», comentaria já no jantar de encerramento Gorete Soares, em representação da Adene. Os 10 projetos apresentados em power point durante três minutos perante um júri de três decisores serão alvo do próximo artigo mensal que Agência Nacional para a Energia sempre assina na revista da Forum Estudante e verás como são «fenomenais», usando aqui o adjetivo eleito por Gorete Soares para descrever, em traços gerais, esta 1ª Academia da Energia.

«Esta é uma iniciativa que vale a pena. Vale a pena continuar a apostar em vocês. Não perdi a esperança na vossa geração enquanto cidadãos. Também as amizades que aqui se fazem, o envolvimento, tudo isso foi muito positivo. O recado que levo daqui é que voltaria a apostar numa 2ª, 3ª e 4ª edição», confessou aos participantes, sobre esta experiência única.

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No mesmo diapasão afinou António Fernandes, presidente do IPCB - «uma instituição interessante» - que começou o seu discurso de despedida dizendo aos participantes: «contamos com vocês!». «Este é um projeto ganhador», disse como se alguém ainda tivesse dúvidas. Já José Augusto Alves, vice-presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, confessou que «não perdoaria senão fossem os primeiros a receber esta academia», elogiando o IPCB e os seus «excelentes cursos, escolas e profissionais». «Venham que nós vos recebemos, formamos e capacitamos. Também nós estamos abertos para uma 2ª, 3ª e 4ª iniciativas. Precisamos da vossa energia». E vai acima e vai abaixo e vai ao centro e vai para dentro... Até ao coração.

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