Sylvia Earle

Bióloga marinha e oceanógrafa, Sylvia Earle dedicou a sua vida aos oceanos. Nascida em 1935, em Nova Jérsia, nos Estados Unidos da América (EUA), desde a sua infância que mostrou interesse pela natureza. 

Além do trabalho como investigadora nas universidades de Harvard e de Berkeley, o trabalho de Earle também a levou a juntar-se à equipa de aquanautas do projeto Tektite II, que permitia aos cientistas viver numa base submarina ao largo da costa das Ilhas Virgens. A oceanógrafa também foi a primeira cientista chefe da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), fundou a empresa Deep Ocean Engineeering e colaborou com a National Geographic coordenando de expedições marítimas.

 

Sylvia Earle Photo

 

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Jacques-Yves Cousteau

A ligação profissional entre Jacques Cousteau e o mar começou acidentalmente, depois de um acidente de viação o impedir de se tornar piloto. Embora não fosse um cientista de formação, a sua paixão pelos oceanos levou a que começasse a conduzir experiências científicas e a inovar na área do mergulho, construindo o Aqua-Lung, um aparelho que permitia aos mergulhadores respirar debaixo de água.

Depois de deixar a marinha, o oceanógrafo francês arrendou o navio Calypso pelo valor simbólico de um franco por ano e readaptou a embarcação, tornando-o um laboratório marinho móvel para expedições. Além de contribuir com livros, Jacques-Cousteau também realizava documentários e viu um deles, O Mundo Silencioso, a receber a Palma de Ouro no Festival de Cannes de 1956 e o Oscar da Academia para Melhor Documentário, em 1957. 

 

Cousteau

 

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James Cameron

Quem diz que um realizador não pode ser também um explorador marinho? Fascinado por naufrágios desde criança, a paixão do realizador de cinema James Cameron pelos oceanos fica evidente na sua filmografia, com a produção de obras como O Abismo (1989), Titanic (1997), ou Avatar: o Caminho da Água (2022).

Além dos filmes, Cameron também já colaborou com a National Geographic na produção de documentários sobre exploração marinha, tais como Fantasmas do Abismo (2003) e Extraterrestres das Profundezas (2005). Para a produção de Titanic, Cameron chegou a fazer vários mergulhos num submarino aos destroços do navio naufragado em 1912, para recolha de imagens. 

Em 2012, o realizador foi o primeiro a completar uma descida a solo até ao ponto mais fundo da Fossa das Marianas, a 10 quilómetros de profundidade, tendo inclusivamente participado no desenho e construção do submersível Deepsea Challenger.

 

JamesCameronHWOFOct2012

 

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Eugenie Clark

Foi uma visita em criança ao Aquário de Nova Iorque que deixou Eugenie Clark fascinada com biologia marinha, fazendo com que se tornasse ictiologista, ou seja, uma zoologista especializada em peixes. Mais tarde, o trabalho do naturalista William Beebe inspirou a cientista americana a tornar-se oceanógrafa.

Apelidada de “Senhora dos Tubarões”, pelo seu estudo sobre o comportamento destes animais, Clark trabalhou como investigadora em vários institutos e museus, estudou populações de peixes nas ilhas do Pacífico e foi considerada uma pioneira na área do mergulho para fins de investigação. Diretora até 1965 do Laboratório Marítimo de Cape Haze, fundado em 1955, Clark deixou o cargo em 1966 para se dedicar ao ensino, primeiro na Universidade da Cidade de Nova Iorque e depois na Universidade de Maryland, utilizando sempre a sua voz para promover a conservação marítima. 

 

Eugenie Clark

 

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Walter Munk

O trabalho como oceanógrafo físico de Walter Munk foi pioneiro, uma vez que este foi dos primeiros cientistas a utilizar métodos estatísticos na análise de dados oceanográficos. Com 15 anos, Munk foi viver para os EUA, inicialmente estudando direito quando chegou à faculdade. Mais tarde, não querendo seguir a área bancária, foi estudar para o California Institute of Technology (Caltech). 

Os seus trabalhos com a oceanografia iniciaram-se depois de começar um trabalho de verão no Scripps Institution of Oceanography. Durante a 2.ª Guerra Mundial, o trabalho de Munk ajudou os Aliados, ao prever as condições do mar antes do desembarque das tropas nas costas europeias. Walter Munk também abordava nos seus ensaios temas como as perfurações oceânicas, alterações climáticas, marés, entre outros.

O oceanógrafo, nascido em 1917, trabalhou até perto dos 100 anos, com o seu último trabalho a ser publicado em 2016. 

 

Walter Munk

 

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Marie Tharp

Nascida em 1930 no estado do Michigan, EUA, Marie Tharp destacou-se pelo seu trabalho na área da geologia e cartografia oceânica. O seu interesse por mapas surgiu devido ao trabalho do pai, topógrafo de solos no Departamento de Agricultura dos EUA.

Depois de concluir os estudos, Marie começou a trabalhar como geóloga para uma petrolífera no Oklahoma. O próximo passo na sua carreira foi Nova Iorque, onde se iniciou no Observatório Geológico Lamont, sendo uma das primeiras mulheres a conseguir trabalhar neste local. Foi aí que conheceu Bruce Heezen, com quem mais tarde trabalhou e cujo trabalho com mapas da Dorsal Meso-Atlântica, que ajudou a corroborar a teoria da deriva continental – a teoria de que os continentes se vão afastando ou movendo ao longo dos anos. 

 

Geologist Marie Tharp