As regras de acesso ao ensino superior vão mudar no próximo ano letivo com a redução do número de provas ingresso obrigatórias de duas para uma.  A medida já tinha sido anunciada pelo Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, no mês de dezembro, em Barcelos, durante a tomada de posse de Luís Loures como novo presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP).

"O Governo vai fazer a proposta de alteração deste decreto-lei, para ser, de facto, apenas uma prova de ingresso, pelo menos", disse na altura. No mesmo evento, Fernando Alexandre acrescentou que cabia às instituições de ensino "definir as condições de ingresso"

Na passada terça-feira, 21 de janeiro, durante a comissão parlamentar de Educação e Ciência, o ministro afirmou que os candidatos para o próximo ano letivo já vão contar com as novas normas. Confirmou ainda que o decreto-lei já se encontra pronto e conta com "os pareceres positivos do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas e do Conselho Nacional de Educação”.

Em 2025/2026, as regras aplicadas tinham sido aprovadas em 2023 durante o Governo de António Costa e viam a introdução de duas provas de ingresso obrigatórias. Segundo Fernando Alexandre, essas regras foram responsáveis pela redução do número de candidatos, que ficou abaixo dos 50 mil na 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES): “Quase metade da redução dos colocados resulta desta decisão que, para nós, é errada”.