#1 Impressão 3D. Próteses feitas à medida


novafct1.png

E se um dispositivo médico pudesse ser desenhado especificamente para o teu corpo? É essa a proposta do 3D Printing Center for Health, projeto liderado por Cláudia Quaresma, professora e investigadora do Departamento de Física da NOVA FCT.

Criado por investigadores, professores e engenheiros dos centros LIBPhys e UNIDEMI, em colaboração com o FCT FabLab, este centro sem fins lucrativos desenvolve próteses, ortóteses e dispositivos de apoio personalizados através de impressão 3D, melhorando significativamente a mobilidade e a qualidade de vida de quem os usa.

Desde a sua criação, a equipa já apoiou mais de 78 pacientes e nove serviços hospitalares diferentes. "Ao colocar as pessoas em primeiro lugar, o 3D Printing Center for Health impulsiona a inovação no design de dispositivos personalizados, promovendo a acessibilidade e a inclusão", explica Cláudia Quaresma.

O projeto foi um dos vencedores do prémio NOVA Research Impact Narratives & Award, na categoria "Responsabilidade Social".

Podes saber mais aqui.


Clica nas setas abaixo para conhecer os projetos seguintes. 



#2 NOVA_i4SF. Medicamentos com menos impacto


novafct2.png

Os resíduos de medicamentos são hoje detetados em rios, solos e até em sistemas alimentares. A NOVA FCT vai liderar, em parceria com a Leiden University e o Leiden University Medical Center, o primeiro centro de excelência da Europa dedicado à redução do impacto ambiental dos fármacos, com a criação do NOVA INSTITUTE FOR A SUSTAINABLE FUTURE (NOVA_i4SF).

O projeto, com um investimento de cerca de 30 milhões de euros, vai combinar química verde, biotecnologia, ciências ambientais e inteligência artificial para desenvolver medicamentos mais eficazes, seguros e sustentáveis, desde a fase inicial de investigação.

"Este centro de excelência permitirá reduzir o impacto ambiental dos fármacos sem comprometer a sua eficácia", afirma Eurico Cabrita, Subdiretor para a Inovação e Investigação da NOVA FCT, antes de acrescentar: “O projeto contribuirá ainda para a transformação estrutural do sistema científico e de inovação nacional, promovendo uma maior integração entre ciência, indústria e políticas públicas”.

O NOVA_i4SF vai ainda formar uma nova geração de cientistas capazes de atuar na fronteira entre saúde, ambiente e inovação.

Podes saber mais aqui.


Clica nas setas abaixo para conhecer os projetos seguintes. 



#3 A enzima que "respira" CO2


novafct3.png

Uma equipa de investigadores do UCIBIO, da NOVA FCT, em colaboração com o ITQB-NOVA fez uma descoberta científica de grande impacto: uma enzima natural altamente eficiente que capta e reduz o dióxido de carbono (CO2).

O estudo, publicado na revista científica Angewandte Chemie International Edition, revelou pela primeira vez como o CO2 percorre "canais" no interior da proteína até uma espécie de "sala de espera molecular", onde fica retido antes de ser convertido numa molécula capaz de armazenar energia.

"Compreender ao detalhe atómico como estas enzimas funcionam e guiam o CO2 no seu interior dá-nos o conhecimento fundamental necessário para desenhar tecnologias mais eficientes", explicam Maria João Romão e Cristiano Mota, investigadores da UCIBIO que coordenaram o estudo.

A descoberta abre caminho a catalisadores industriais mais eficazes para captura de carbono e produção de combustíveis sustentáveis, essenciais no combate às alterações climáticas.

Podes saber mais aqui.


Clica nas setas abaixo para conhecer os projetos seguintes. 



#4 Estradas que se curam sozinhas


novafct4.png

E se as estradas por onde passamos todos os dias conseguissem reparar as próprias fissuras? Foi essa a ideia por trás da dissertação de mestrado de Tiago Letras Ribeiro, formado em Engenharia Civil pela NOVA FCT, com o estudo "Study of Asphalt Self-Healing with Colorless Bonded and Pigmented Oil".

O trabalho explorou tecnologias de asfalto com capacidade de autorregeneração, combinando investigação experimental com inovação em materiais, com impacto direto na durabilidade dos pavimentos e na segurança da mobilidade urbana. O resultado são tecnologias de asfalto capazes de reparar fissuras de forma autónoma, combinando investigação experimental e inovação em materiais.

Hoje, Tiago Letras Ribeiro aplica este conhecimento na Tecnovia, uma das principais empresas de pavimentação portuguesas, onde trabalha para tornar as misturas betuminosas mais sustentáveis.

“A minha experiência na NOVA FCT foi muito positiva”, conta Tiago Letras Ribeiro: “Desde o início, quando nos encontramos num contexto completamente novo sem conhecer ninguém, a receção foi excelente. Encontrei um ambiente descontraído e de entreajuda que me permitiu, ao fim de algumas semanas, sentir-me muito mais à vontade, tanto com os colegas como com toda a dinâmica académica”.

Podes saber mais aqui.


Clica nas setas abaixo para conhecer os projetos seguintes. 



#5 Bairros que produzem a própria energia


novafct5.png

E se o teu bairro pudesse gerar a eletricidade que consome? É esta a ideia por trás das Comunidades de Energia Renovável (CER), um modelo que junta cidadãos, empresas e autarquias na produção, partilha e consumo de energia local. “Este processo não é apenas tecnológico, tendo também vertentes sociais, culturais e políticas, onde a participação dos cidadãos é essencial”, destaca a NOVA FCT.

Miguel Macias Sequeira, investigador em energia e clima no CENSE, centro de investigação da NOVA FCT, é um dos fundadores da Comunidade de Energia Renovável de Telheiras/Lumiar, a primeira iniciativa deste tipo em Portugal a envolver diretamente cidadãos e autarquias.

O investigador tem alertado para os desafios que ainda travam a expansão destas comunidades em Portugal, nomeadamente a burocracia e a falta de clareza regulatória, mas defende que este é um caminho essencial para uma transição energética mais justa e participada.

Podes saber mais aqui.


Clica nas setas abaixo para conhecer os projetos seguintes. 



#6 Cidades preparadas para o próximo comboio de tempestades


novafct6.png

O comboio de tempestades que atravessou Portugal em 2026 deixou claro que as cidades portuguesas precisam de se preparar para eventos climáticos cada vez mais extremos. Cheias, ventos fortes e infraestruturas críticas danificadas tornaram-se, de repente, uma realidade mais próxima do que gostaríamos.

É aqui que entra a Engenharia Civil. No Departamento de Engenharia Civil (DEC) da NOVA FCT, docentes, investigadores e estudantes trabalham em áreas como geotecnia, ordenamento do território e reabilitação de infraestruturas, contribuindo diretamente para tornar cidades e territórios mais resilientes a fenómenos climáticos extremos.

Mais do que reagir aos danos, o desafio passa por antecipar riscos: dimensionar infraestruturas capazes de absorver e escoar grandes volumes de água, reforçar sistemas de monitorização e repensar como o território é ocupado, para que o excesso de água tenha, finalmente, para onde ir.

Podes saber mais aqui.