A Polícia Judiciária (PJ) lançou, ontem, a campanha em vídeo "Ódio online, mata offline". A campanha, que pretende combater a radicalização online de crianças e jovens, foi apresentada durante a conferência "Prevenção da Radicalização Online de Crianças e Jovens", que se realizou na sede da PJ, em Lisbo, e juntou nos vários painéis investigadores da PJ, peritos internacionais e especialistas de áreas como a psicologia, educação e do apoio à vítima.
Sobre o objetivo da campanha, a diretora da Unidade Nacional de Contraterrorismo da PJ, Patrícia Silveira, citada pelo DN, afirmou que é “alertar as crianças e jovens, bem como os pais e educadores, para certas realidades que existem online e os riscos daí decorrentes, também no mundo físico”.
Na apresentação da campanha, o diretor nacional da PJ, Luís Neves, admitiu encontrar-se "profundamente preocupado com o tema". Deixou ainda o alerta para a vulnerabilidade dos jovens: "Os conteúdos de ódio 'online' entre jovens não surgem do nada. Eles costumam ser resultado de uma combinação de fatores sociais, psicológicos, tecnológicos e culturais".
Segundo o Expresso, alguns dos fatores enumerados pelo diretor nacional da PJ foram a "procura de identidade e sentimento de pertença, pelo algoritmo das redes sociais, pelo anonimato e desresponsabilização, falta de educação digital e pensamento crítico, frustrações sociais e económicas e ainda a influência de figuras públicas".
O vídeo da campanha, que contém imagens reais provenientes das investigações da PJ, já se encontra disponível online.






