#1 Theodora Kosmopoulou. Dar voz aos oceanos

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  • País: Grécia
  • Idade: 17 anos
  • Causa: Alterações climáticas

Theodora Kosmopoulou vive em Elefsina, na região de Ática, na Grécia, onde se concentra um terço da indústria pesada do país, nomeadamente refinarias de petróleo e fábricas de cimento. Esta realidade afeta diretamente a qualidade da água do mar onde Theodora aprendeu a nadar com a sua família.

A própria UNICEF afirma, num dos seus artigos sobre a Conferências das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP29), que a cidade enfrenta “graves desafios ambientais e climáticos”. A certa altura, conta Theodora, a poluição impossibilitou os banhos habituais com a família.

 

 

 

 

Foram essas consequências que levaram a jovem de 17 anos a envolver-se na luta climática e a falar publicamente sobre o problema. “Merecemos, de facto, viver num planeta que permita atingir todo o nosso potencial”, afirma Theodora, citada pela UNICEF.

Em 2024, a estudante venceu o primeiro prémio de um concurso de planos de advocacia climática, organizado pela UNICEF Grécia, o que resultou na oportunidade de representar o país como Delegada Jovem na COP29, em Baku, capital do Azerbaijão.

No site da conferência, Theodora é descrita como alguém que “promove a participação significativa dos jovens na tomada de decisões”. O seu ativismo estende-se também às temáticas da redução do risco de desastres climáticos e da educação ambiental nas escolas, procurando que a geração mais jovem tenha lugar à mesa das decisões.


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#2 Tran Quynh Giang. Combater o estigma da saúde mental

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  • País: Vietnam
  • Idade: 21 anos
  • Causa: Saúde Mental

Tran Giang é do Vietname e tornou-se Jovem Defensora da UNICEF depois de uma adolescência marcada por perdas familiares e dificuldades ligadas à dismorfia corporal.

Hoje, defende publicamente que a saúde mental deve ser tratada nas escolas com mais seriedade e trabalha para que os professores saibam identificar sinais de alerta e apoiar os alunos.

 

 

Numa carta dirigida ao seu “eu” mais jovem, publicada pela UNICEF USA, Giang recorda as dificuldades que enfrentou e explica como a essa experiência moldou o trabalho que desenvolve como defensora da saúde mental. É nesse contexto que afirma: “Quero ver escolas onde as questões de saúde mental sejam tratadas tal como qualquer outro problema físico”. “Sê corajoso e nunca desistas” é outra das mensagens que Tran deixa na sua carta.

Já partilhou a sua história em fóruns internacionais, incluindo na Assembleia Geral das Nações Unidas, apelando sempre para que se acabe com os estigmas que pairam sobre o tema e que ainda impedem muitos jovens de pedir ajuda.


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#3 Tala e Farah. A resistência na reconstrução com blocos reutilizáveis

  • País: Palestina
  • Idade: 15 e 17 anos
  • Causa: Comunidade e Reconstrução

Tala e Farah são duas irmãs de 17 e 15 anos, respetivamente, e a sua terra natal é Gaza, na Palestina. Vivem atualmente num campo de refugiados em Gaza.

Depois de verem a sua casa e grande parte da sua cidade serem bombardeadas, as irmãs conseguiram idealizar um projeto de construção de blocos reutilizáveis. Esta foi uma das iniciativas que teve também lugar de destaque no The Earth Prize 2026.

 

 

 

 

No testemunho de apresentação do projeto, Tala e Farah explicam que com este projeto, “todos podem aprender novas competências e ajudar os seus bairros”. “Desta forma, as comunidades reconstroem-se em segurança, as ruas mantêm-se limpas”, explicam, antes de concluir: “Até as mãos mais pequenas podem fazer uma grande diferença para o planeta”.

A ideia de implementação passa pela promoção de workshops que ensinam a construir estes mesmos blocos, colocando assim em prática o importantíssimo propósito de construir e curar em comunidade.


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#4 Arya Satheesh. O plástico que “come” microplásticos

  • País: Irlanda
  • Idade: 18 anos
  • Causa: Ecologia e Poluição

Arya Satheesh nasceu na Índia e vive na Irlanda desde os 4 anos, no condado de Donegal. Enquanto trabalhava num projeto escolar, a estudante de 18 anos percebeu que já era possível detetar microplásticos na água, mas que não havia nenhuma forma simples de os remover.

Inspirada por esse projeto, Arya quis trabalhar numa solução que fosse além da mera redução. Assim nasceu o Eco Purge, um plástico não só desenhado para ser biodegradável como para libertar enzimas, oriundas de uma bactéria geneticamente modificada, capazes de degradar, de forma segura, microplásticos de PET presentes no meio ambiente.

 

 

 

 

Em maio de 2026, precisamente com esta descoberta, Arya é anunciada como vencedora europeia do The Earth Prize 2026, uma competição internacional dedicada a estudantes entre os 13 e os 19 anos, recebendo apoios para tentar aplicar esta solução às embalagens e sacos do dia-a-dia.

Ao falar sobre a origem do projeto, Arya conta que a poluição causada pelo plástico “não desaparece simplesmente, transforma-se em pequenos pedaços que permanecem no nosso ambiente”. “Queria criar algo que pudesse ajudar a enfrentar diretamente esse problema”, reforça.


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#5 Fatou Jeng. Da plantação de árvores em Banjul a conselheira da ONU

  • País: Gâmbia
  • Idade: 28 anos
  • Causa: Sustentabilidade e Igualdade de Género

Filha de um agricultor e nativa de Banjul, uma cidade em risco pelo aumento do nível do mar na Gâmbia, Fatou Jeng, começou o seu percurso ativista ainda enquanto estudante. Os primeiros passos foram dados com a plantação de árvores na sua comunidade local e o seu trabalho foi-se transformando em algo maior.

Fundadora da Clean Earth Gambia, uma das maiores ONG’s lideradas por jovens na Gâmbia, é também líder da YOUNGO, uma rede global estabelecida em prol da luta pela igualdade de género no que toca à ação climática.

 

 

 

 

Trabalhou ainda como conselheira climática durante 10 anos das Nações Unidas e foi incluída na lista Forbes Africa 30 Under 30 de 2025.

Num artigo publicado pela Forbes Africa, Fatou afirma, ligando precisamente os problemas ambientais à ação dos mais jovens: “Não podemos falar em dar resposta aos desafios mais prementes do nosso tempo sem ter em conta os jovens, um grupo que representa mais de metade da população de África”.


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#6 HewaSafi Innovators. Filtrar a poluição do trânsito através de resíduos agrícolas

  • País: Quénia
  • Idade: 17 anos
  • Causa: Sustentabilidade e Igualdade de Género

HewaSafi Innovators foi o nome adoptado pela dupla de estudantes quenianos Fredrick Njoroge Kariuki e Miro Onsarigo, ambos com 17 anos, distinguidos em 2026 pelo The Earth Prize.

O projeto destes estudantes consiste num sistema de captação de emissões, através da colocação de filtros feitos a partir de milho, coco, resíduos agrícolas, baterias descartadas, combinados com uma alga viva, a espirulina. O resultado é um biorreator que absorve Dióxido de Carbono (CO2) de forma ativa.

 

 

Esta ideia inovadora nasceu de uma experiência pessoal, pelo facto de Fredrick, que cresceu em Naivasha, ter sofrido de bronquite, precisamente num contexto de exposição à poluição provocada pelo trânsito, um fenómeno habitual nesta cidade. No seu testemunho ao The Earth Prize, os jovens referem: “O ar limpo nunca deveria ser um privilégio”.

O sistema foi concebido para ser uma alternativa de baixo custo aos sistemas convencionais de controlo de emissões e já foi testado com uma associação local de transportes no Quénia. A equipa recebeu um prémio regional para continuar a desenvolver e implementar a solução.



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#7 Neel Moudgal. O uso da inteligência artificial para prever estrutura do RNA

  • País: Estados Unidos
  • Idade: 20 anos
  • Causa: Ciência e Saúde

Neel Moudgal tinha 17 anos quando venceu a edição de 2023 do Regeneron Science Talent Search, uma das competições de ciência mais prestigiadas para estudantes do Ensino Secundário nos Estados Unidos. O prémio foi de 250 mil dólares.

O seu projeto desenvolveu um modelo computacional capaz de prever mais facilmente a estrutura de moléculas de RNA do que métodos que exigem equipamento caro e com grande capacidade computacional.

 

 

 

 

Neel simplificou o processo através da criação de uma biblioteca de possíveis estruturas para uma determinada molécula de RNA, permitindo prever de forma rápida e fiável diferentes estruturas a partir de dados mais acessíveis. A organização Society for Science explica que ele espera que o trabalho pudesse “tornar mais fácil o diagnóstico e tratamento de doenças no futuro”. O seu projeto completo está disponível no site do Society for Science.


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#8 João Vítor de Paiva. Dar corpo ao mote: “Diagnóstico não é destino!”

  • País: Brasil
  • Idade: 25 anos
  • Causa: Inclusão e Representatividade

Aos 25 anos, João Paiva é um jovem brasileiro formado em Educação Física pela PUC-Goiás e trabalha os temas do estigma, inclusão e representatividade, em particular da comunidade com Síndrome de Down. João é ele próprio um jovem com Trissomia 21 e utiliza as redes sociais e outras plataformas digitais como pontes para divulgar as suas causas, participando ainda em palestas e eventos.

 

 

 

 

João é ainda, desde 2024, Jovem Ativista do grupo de jovens da UNICEF Brasil e foi durante dois anos membro do Conselho Jovem, também da UNICEF.

No seu vídeo de apresentação na UNICEF, refere: “Muitas famílias veem-me como uma referência”, diz, antes de acrescentar: “O meu papel é incluir pessoas com outras deficiências e ajudar a melhorar a nossa sociedade”.“Diagnóstico não é destino!”, conclui.